Não estou a falar da alegria inesgotável e incondicional do nosso nobre povinho português, que esquece a malvada crise, as diárias manifestações e os-políticos-que-são-uma-vergonha, cada vez que a "nossa" grande equipa entra em campo (ou durante todas as 12h diárias em que sabemos notícias sobre o estado do respirar dos "nossos" jogadores).
Não estou a falar do orgulho, do sonho, do valor futebolístico que gannhariam os 23 jogadores da selecção de futebol ao continuarem no campeonato mundial.
Estou a falar "apenas" dos 50 mil euros que cada um desses 23 jogadores ganharia se passasse à próxima fase.
Atenção! Isto não é mais uma opinião contra os grandes salários no futebol profissional, os quais percebo, visto que são pagos por entidades privadas numa indústria de lucros monumentais.
Isto sou eu, chateada com 1.150.000€ que iriam sair do dinheiro dos contribuintes directamente para 23 pessoas. Uma pequena motivação, dirão, para os pobres trabalhadores de futebol e representantes do país nessa área tão importante.
Perderam. Oh!
Não faz mal, o nosso país rico e próspero pagou-lhes 800€ diários desde o estágio na Covilhã.
Uns míseros 38.000€ para cada jogador.
E, aqui, nesta situação ridícula e de dinheiros públicos, torna-se necessário voltar à comparação com os salários (públicos) mínimos e médios de Portugal. Mas claro, o futebol faz as massas felizes, e é só!
Bom, o que interessa é que qualquer português, pobre ou rico, pode ter chorado p'la "nossa" selecção (aposto que até mais pobres do que ricos) e teria ficado imensamente feliz se "continuássemos" na competição.
Por mim, ainda bem que perderam.
23 pessoas perderam muito dinheiro, vários milhões pouparam algum.